Tiago...


Sabes filho, uma das coisas que me levou a desistir de um blog apenas dedicado à moda foi esta necessidade de desabafos convosco, com os outros e acima de tudo que um dia possam ler aquilo que a vossa Mãe foi e que nunca vos contou pois não precisam de saber por enquanto o quanto esta vida pode ser dura. Não precisam vocês nem nós próprios precisaríamos se o ser humano aprendesse que a maldade não leva a lado nenhum e que todos nós temos um ponto final.

Queria contar-te uma coisa... durante anos, esta Mãe que vês como desbocada, destemida e livre, vivia numa bolha onde tudo e todos eram melhor que ela. Sabes, nunca acreditei que um dia conseguisse algo, nunca achei que aquilo que estudava ou sabia era suficiente ou interessante. Sempre fui boa aluna, mas achava sempre que era pura sorte e que não era nada de especial. Ouvi vezes sem conta que nunca seria boa a algo, que nunca conseguiria ser a juiz que sonhava ser, sempre achei que não existia uma pessoa que um dia me pudesse dar valor. Foi assim que cresci.
Até que conheci o teu Pai, que me deu valor, que teve orgulho em ter uma Mulher que ele sempre disse ser inteligente. Ver o teu Pai elogiar-me fazia-me confusão e depois dizia-me que devia ser algo que ele via apenas porque o amor é assim.

Olha... sabias que quando cheguei a Portugal arranjei trabalho facilmente apenas no dia em que vi que falar francês podia ser uma mais-valia?! Verdade... nunca tinha visto o falar outra língua como um ponto positivo, mas estava lá o teu Pai para dizê-lo. Verdade, precisei que ele me dissesse quais as minhas qualidades, os meus pontos fortes. Depois lá me ia validando pelas avaliações positivas que ia recebendo no trabalho. E nisto tenho tanto a agradecer à minha quality manager Patrícia, sim, aquela que é hoje a amiga da Mãe, que me mostrou sempre o quanto eu era apreciada pelos colegas e pelos superiores.
E assim fui ganhando coragem, isso mesmo filho, coragem foi sempre o motor que me levou mais longe. Sem acreditar no meu inglês aprendido com os livros e com os filmes, lá fui eu a uma entrevista com uma alemã e nem imaginas como eu tremia, mas sabes que mais? Escolheram-me. Isso mesmo filho, escolheram-me. E bastou-me ter coragem mesmo não acreditando em mim. Já viste como a vida é estranha? Mas vale a pena, acredita.

Um dia já com a cabeça um bocadinho mais erguida, decidi que eu merecia escolher onde queria trabalhar em Portugal, na lista estava a Cisco, a Siemens e a HouseTrip. As três receberam o meu cv. As três chamaram-me para testes, entrevistas. Filho, as três enviaram-me contrato para assinar. Tremi tanto, pela primeira vez na minha vida dizia EU não a grandes empresas e fui EU que escolhi para onde queria ir.
E aquela chamada na sexta-feira que me disse "Ligo-lhe hoje para que passe um bom fim-de-semana. Bem-vinda à Cisco". O Pai não estava em casa, tinha ido buscar-vos à escola. Encostei-me à parede da sala daquele sétimo andar e sem um suspiro sequer desatei a chorar num misto de agradecimento à vida e um "caramba, eu cheguei aqui, eu.".
E ali estava eu cheia de dúvidas com o meu inglês (obrigada Ana e João que me disseram que o meu inglês era ótimo no fim da entrevista) que seria usado diariamente com uma manager alemã, com os meus conhecimentos de Excel (na altura tão básicos. - Obrigada Hugo por me teres ajudado sem saberes sequer todas as minhas dores da alma). Mas, sabes filho, consegui, consegui o meu lugar, trabalhei muito e no fim fui sempre reconhecida pelo meu trabalho, dedicação e sorriso. Sempre.

Filho, sei desse sonho em seres jogador de futebol, perdoa-me só te ter inscrito num clube há um ano, percebo hoje que dedicar o meu tempo a vocês é bem mais importante que aquele ordenado alto que trazia para casa.
O treinador A. disse-te que és um excelente jogador de futebol, que és um miúdo respeitoso, trabalhador e dedicado. 
Hoje, ao telefone enquanto falava de futebol o T. (sim, aquele que tiveste no D1) disse como se estivesse a falar da coisa mais banal "O Tiago nunca será jogador profissional". A Mãe pediu desculpa e desligou. Desliguei porque voltei aquela miúda a que toda a gente fazia questão de dizer que nunca seria nem conseguiria isto ou aquilo. E depois de chorar uns longos minutos relembrei-me de todo este caminho que fiz e que acabei de te contar.

Sabes filho, sonha e continua a sonhar sempre por muito que façam questão de te dizer que não vais conseguir isto ou aquilo. Acredita em ti, luta por ti sempre com a certeza de que vales a pena. Lembra-te da Mãe que escolheste, lembra-te que ela vem de longe. Que ela não desistiu nem dela, nem da vida com que sonhou.
Sei que sonhas com o Benfica e posso dizer-te que juntarei todo o dinheiro deste mundo se for preciso para que um dia possas pisar aquele relvado e chutar uma bola numa qualquer formação deles. Viverás o teu sonho se continuares a ser quem és, trabalhador, dedicado e muito respeitoso. Eu sei que sim. E nesse dia espero que venhas aqui e que possas dizer ao mundo, os sonhos realizam-se. Eu cá estarei para te levar onde a vida permitir porque os teus sonhos são os meus objetivos.

Lembra-te de como a vida muda e aquilo que está guardado para nós, mais tarde ou mais cedo acaba por se realizar quando o coração merece. O meu mereceu, tenho-vos. O teu também merecerá. Acredita!

Summer is coming!

Se há coisa que nós mulheres de coxas que passam a vida a "dar mimo uma à outra" conhecemos são as dores das assaduras que surgem como consequência deste detalhe que o nosso corpo tem.
Queria ter feito este post há imenso tempo, mas confesso que me fui esquecendo e acabou por ficar esquecido. Até que a M. me escreveu a perguntar sobre as minhas soluções para usar saias e calções no verão sem sofrer com este problema.

Por isso, hoje partilho convosco os meus produtos-chave para andar à vontade, vontadinha nos dias quentes do ano.

Aventuras dos Cinco : Londres

Falemos então de Londres, cidade que visitámos durante as férias de carnaval.
Se para mim Londres já era conhecida, pisei a cidade pela primeira vez há quase 20 anos quando vivi o meu primeiro intercâmbio nesta vida de cidadã do mundo, mas para os meus miúdos foi uma verdadeira aventura numa grande cidade.
Óbvio que se fascinaram com coisas banais para quem vive nas grandes cidades e acharam estranho outras tantas.
Faz-me bem saber que crescem em segurança no meio das montanhas, mas que também têm noção que o "mundo lá fora" não é só isso.

Falemos então da nossa aventura em Londres...

Será claro?!

Bem, isto hoje não vai ser muito agradável de ler mas deixa-me cá tentar ativar um filtro (que eu nem tenho) para não parecer tão bruta, besta, aquilo que lhe quiserem chamar.

Quando desabafo convosco que estou farta de anónimos com comentários merdosos e que me afeta sim esta "liberdade" das redes sociais, não vos falo do chamarem-me gorda, do dizerem que não tenho pernas para calções ou que os meus pés são gordos (que novidade!).
O que me incomoda mesmo é ver tanta gente ignorante a perder tempo com algo/alguém que não gosta.
O que me deixa mesmo triste é ver que a sociedade está tão podre em geral que existem pessoas que se levantam de manhã e são tão vazias que apenas pensam em ser más. Isso mesmo, espalhar maldade com o objetivo de magoar, ofender ou destruir o outro é que me incomoda.
E não minha gente, não são as anónimas que me tentam ofender que me deixam triste, não são os bate-boca cheios de falta de educação pelas redes sociais que me deixam triste, não minha gente. O que me deixa triste é cair em mim e perceber que sim, a sociedade está cheia de gente má, vazia, sem objetivos de vida e que perde tempo a ser apenas mau.

Falava com o meu marido e dizia-lhe "caramba como é possível alguém levantar-se e dizer, bora lá ofender aquela que não gosto, bora lá espreitar o que anda a fazer e tentar enchê-la de energia negativa". Quem? Quem é que perde tempo da sua vida nisto pah?! Ele disse-me "Pessoas vazias".
Isso mesmo. Vazias. É assim que são. Parem e perguntem-se, porquê? "Porque necessito eu de perder tempo com pessoas que não gosto?".

Eu não estou a perder tempo com anónimos, não não estou. Estou apenas a tentar fazer com que entendam que as palavras que me deixam não me afetam, aquilo que me afeta é perceber que esta sociedade está uma verdadeira merda e andam aí à solta.
Às vezes acho que fui Mãe por ser ingénua porque se tivesse a real noção do que é este mundo garanto-vos que não tinha parido nem um.

Uma merda de sociedade, é isso mesmo que me destabiliza, me deixa triste e me faz ter vontade de proteger a minha vida e os meus dentro da minha bolha. Não, não são as merdas que cada um, individualmente vai escrevendo na internet, isso é só e apenas mais um tracinho que me deixa desiludida com este mundo onde eu também vivo.

Pronto, espero que isto fique claro e que parem de me dizer que eu tenho de ignorar os comentários negativos, que me devo concentrar nisto ou naquilo, porque fico na esperança de que tenham entendido que o que me desilude mesmo é ver que a sociedade está cheia de gente com vidas vazias que procura sempre espalhar negatividade, seja nos blogs (não só no meu), nas redes sociais em geral ou mesmo no dia-a-dia da vida real.

E agora vou aproveitar o sol magnifico porque o meu fim-de-semana já começou!

Portugal Curvy #13 - Self Love


"Debaixo do meu chapéu, é o lugar onde abrigo os meus sonhos,
onde escondo as minhas lágrimas
mas também guardo os meus sorrisos.
Debaixo do meu chapéu carrego perguntas cujas respostas não tenho.
Debaixo do meu chapéu existem tantas coisas que quase não cabem mais!
Debaixo do meu chapéu tem uma cabeça e um coração."

Estarão provavelmente à espera de encontrar mais um outfit com um tema especifico para o Portugal Curvy, mas este mês é diferente. Isso mesmo, diferente. E porque motivo? Porque este mês de Abril é o seu mês, o mês em que pela primeira vez nos mostrámos juntas com o mesmo objetivo, espalhar inspiração nos corações de quem nos lê.
Quando decidi lançar este movimento um dos meus maiores objetivos era (e continua a ser) inspirar quem passasse pelos blogs participantes independentemente do tamanho.


Sei que pode parecer cliché, mas eu sei o quanto bloggers próximas das suas leitoras me ajudaram neste meu caminho em busca da pessoa que queria ser e hoje sou.
Por isso, nada melhor como tema que "a busca do amor-próprio" para este mês em que celebramos uma ano de caminho juntas.
No Facebook, quem por lá anda viu que há uns meses atrás partilhei convosco uma pergunta "Que peça de roupa riscaram por completo dos vossos roupeiros devido a um complexo?". Felizmente tenho mulheres maravilhosas à minha volta e participaram ativamente, o que me levou a perceber que as peças "crime" quando saímos dos padrões standard impostos pelo mundo da moda atual. Desde calções, a tops de alças e não esquecendo os biquínis.
Isto tudo para vos dizer que quando levantei esta questão, já esta ideia de tema estava pensada, mas também uma outra série de posts que irei partilhando convosco.
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