DIY #13 - Coffee Table


Sei que alguns dos meus seguidores chegaram até mim também por causa dos projetos de decoração que fui partilhando nas redes sociais. É então por isso que partilho convosco mais um trabalhinho que fizemos (sim, tudo isto é sempre em colaboração com o outro adulto desta casa).

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Je sais que certains de mes lecteurs sont arrivés ici à cause des projets déco que je partageai sur les réseaux sociaux. C'est pour ça que je partage aujourd'hui un nouveau projet que nous avons fait (oui, je dis nous parce que tous les projets sont fait en collaboration avec l'autre adulte de cette maison).

As facetas que são minhas


Às vezes acho que penso demais em tudo. Que me questiono vezes sem conta quando podia apenas seguir em frente com aquilo que me apetece.
Canso-me a mim própria com mil e uma coisa que muito provavelmente só passa pela cabeça de quem procura chatear ou incomodar os outros.
Há uns dias falava com uma amiga minha sobre o blog, dizia-lhe que me apetecia parar tudo e continuar a minha vida sossegadinha, dentro da minha bolha sem ter de pensar no que devo ou não escrever. E ela disse-me algo que eu precisava ouvir "Desde quando Ana Luísa tu és miúda de pensar antes de falar ou escrever?"
E é a pura verdade, sempre fui criticada por isso mesmo, por chegar dizer ou escrever aquilo que me apetecia. Sempre disse que não andava aqui para ganhar algo ou agradar por isso, minhas amigas se um dia virem por aqui posts de uma ou duas linhas apenas com pensamentos meus, fiquem a saber que sim fui eu, que sim é um desabafo da hora, que sim é para ficar registado. Até porque há dois dias atrás me apeteceu escrever algo a um dos meus filhos, e tudo acabou por ficar entalado no cérebro e sei lá porque razão achei que não o devia por aqui. Mas, hoje sei que se tiver de aparecer algum desabafo de mim para eles ou para qualquer pessoa aqui então é isso que acontecerá.

Porque escrevo eu isto perguntam vocês? Porque apesar de eu saber que foi sem maldade, perceber que alguns comentários dizem que eu só partilho coisas com sentido negativo magoa-me. Sim, magoa-me mesmo. E mesmo que venham de pessoas que eu não conheço de lado nenhum, mesmo que sejam pessoas que não conseguem perceber o lado positivo da coisa eu fico sim incomodada. A ofensa gratuita passa-me ao lado, mas opiniões assim não passam porque eu sou sensível sim.
E caramba, passei horas neste blog a abrir o meu coração com boas e más experiências, com derrotas e vitórias e aquilo que conseguem ler é negativismo? Até eu fico cansada de ser gente.

Às vezes penso seriamente em ignorar que tenho um blog, mas depois lembro-me de cada uma de vocês que foi partilhando a sua jornada comigo e sinto-me quase que na obrigação de aqui voltar e volto porque nunca fui de deixar para trás quem contou com o meu ombro amigo.
Não entendo nem entenderei quem usa blogs ou quem lá vai apenas para criticar e alimentar a coisa com piadas cheias de preconceito escondido atrás do famoso e tão mal usado sarcasmo... mas sou eu que ainda tenho muito que aprender acerca deste mundo paralelo que é a internet. Mas, não entendo sobretudo que esta troca se alimente de tanta maldade. Por isso, por muito que me apeteça às vezes responder a comentários negativos, a partir de hoje vou simplesmente ignorar o que ME APETECER, porque este blog não se alimenta de nada, apenas dos meus dedos.

Sinto que já estou a divagar por isso o melhor é mesmo parar por aqui. Quero dizer-vos que muito provavelmente o blog sofrerá novas mudanças brevemente, que muito provavelmente eu falarei ainda mais de tudo e de nada quando me apetecer e não porque "um blog tem de ser alimentado". Ahhh e se tiver de dizer "merda" ou "foda-se" também direi, só para avisar caso sejam mais sensíveis.
É que caso não saibam, eu tenho várias facetas, aquela que precisa de calma e gosta de conversar calmamente, mas também aquela que se levanta do nada e manda à merda meio mundo porque tem mais que fazer do que aturar gente doida.

Pronto, minha gente, antes de ir à minha vidinha queria fazer-vos uma perguntinha (para aqueles que tiveram paciência em ler isto até ao fim)... Como vieram aqui parar? E porque ficaram? Ou porque é que vieram mas vão-se já embora? (Se disserem que é pelo erros ortográficos deixem-me só dizer-vos que muitos dos textos que aqui estão são escritos na hora, sem filtros, dicionários ou correctores... agradecida.).

"Eu fico para sempre"


Às vezes pego num lápis, numa caneta ou no computador para vos escrever todas as conversas que vão surgindo na minha cabeça e que eu gostava de partilhar em volta de uma mesa com café quente e com gente que gosta de ouvir, mas também desabafar quando dói ou quando faz bem, com gente que assume os sentimentos e as fases excelentes ou menos boas da vida sem medo de sentimentos negativos por parte dos outros.
Assim, escrever como me apetece sem ter de pensar em como começar o meu texto, sem pensar em pedir desculpa pela ausência porque acima de tudo quem lê sabe que se ainda não "abri a boca" foi porque o tempo não permitiu e entende, sem criticar nem exigir seja o que for.

Desta vez em frente a este ecrã escrevo-vos porque há mais de um mês que não consegui passar por aqui... se é cansaço? É. Se estou cansada do blog ou de vocês? Claro que não. Apenas existem fases mais difíceis de gerir na vida de cada um de nós e são esses tempos que me fazem redefinir prioridades e como podem imaginar uma "conversa de café entre amigas" não fica nos primeiros lugares da minha lista.
O que tem de bom esta minha ausência? MUITA coisa para vos contar!

Não sei muito bem em que ordem nem como, mas posso dizer-vos que nos próximos tempos temos assunto que chegue, ora sobre médicos que desenham dramas porque te apresentas num corpo gordo, falarei convosco também sobre a experiência do filho mais velho que implicou ter em minha casa mais um jovem que não falava nenhuma das línguas que conheço, sobre a nossa viagem a Londres (posso dizer-vos que o coração sofreu um bocadinho mais quando duas semanas depois no mesmo sitio alguém se lembrou de atacar quem não pediu guerra nenhuma?), sobre os meus cabelos (tenho tanto para falar sobre isto), dos projetos de decoração (que muitos gostam) e falarei convosco também sobre esta minha fase em que cada vez mais quero o essencial e esquecer a maldade que por aí anda. 


Tomo conta de mais duas crianças, que neste momento passam também elas momentos menos agradáveis visto que a varicela não as larga.
Volto, claro que volto, com aquilo que me vai no coração, em breve.

Um abraço muito apertado a quem me envia sempre um carinho em forma de palavras e não se esquece que eu existo e que se entrei na vida de alguém "eu fico para sempre".
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