As redes sociais e eu


Talvez este texto seja mal interpretado por muita gente visto eu estar a escrevê-lo no meu blog, mas eu apetece-me desabafar convosco, com aquelas "amigas" que estão longe e que mesmo não entendendo as minhas escolhas, o meu tempo, as minhas opiniões estão sempre presentes para me "escutarem" sem me julgarem ou mandarem calar.

Ando cansada das redes sociais, demoro mais tempo a responder a pedidos, a emails ou mensagens. Verdade. Mas, às vezes conecto-me e penso em responder, mas de repente dou-me conta que não é ali que quero estar. Simplesmente não me apetece. Está a tornar-se um bocadinho como a aversão que tenho aos telefones, falar ao telefone não é definitivamente para mim. Uns dirão que me estou a borrifar para eles outros entenderão que simplesmente estou a passar uma fase em que me apetece refugiar nos meus, no meu mundo.
Confesso-vos que a nível da saúde estou a recuperar de algo (nada de muito grave) que me deixou um bocadinho em baixo, mas sei que não foi só isso. Passei uma fase de me por em questão, de redesenhar o caminho que quero para a minha vida e acreditem que é sem dúvida alguma uma das tarefas que mais exigiu de mim.

Já vos falei daquela ama que foi para mim desde sempre a imagem perfeita de mãe, Mulher. Durante muitos anos trabalhei em frente a um computador, fase em que o cargo assim como a empresa empregadora era mais importante que a minha essência. Não fui infeliz, claro que não. Dei sempre muito de mim para que aquele reconhecimento fizesse com que o meu ego se fosse alimentando.
Mas, com o tempo, com o mundo, com as mudanças fui percebendo que estava mais uma vez a viver para a sociedade e não para mim. Até que chegou o dia como já vos contei, em que decidimos que eu serei "apenas" a Ana, Mãe de três miúdos e Mulher de mim e do Luís.
Foi há quase um mês que percebi que as horas "vazias" me começavam a pesar. Eu precisava dar mais de mim, precisava sem vergonhas assumir o que queria/quero para a minha vida.
Eu queria ser a Trindade, precisava de distribuir ainda mais amor e queria marcar a vida de mais crianças, assim como ela marcou a minha. Mas quem é que ambiciona ser ama, Ana? Eu. Pois, eu. Eu que vi sempre nela a perfeição de pessoa, a gentileza de uma Mãe e a dedicação de um ser a tantos outros. Eu. Eu, Ana, a trabalhar há anos na área da informática decidia agora, aos 31 anos seguir aquilo que a minha essência desejou sempre, ser ama. Dar-me e cuidar dos outros.
Por isso, sim, ainda não são 8h da manhã e eu vejo desta vez duas meninas a dormir na minha casa, nesta casa que sempre foi apenas de meninos.
Hoje sou ama. O tempo voa e horas vazias já quase não existem. Hoje em dia a nossa família é um bocadinho maior, afinal eu sou ama, mas todos as adotaram de sorriso no rosto.
Eu nunca serei a Trindade, não sei fazer o doce de tomate dela nem aquele pão de forno a lenha que ela fazia. Hoje eu não sou a Trindade, mas sou a Ana, simples e feliz que sempre sonhei ser e espero de coração que ela sinta o orgulho em mim que eu sempre desejei que alguém sentisse.

Por isso acreditem que a cada passo eu procuro mais o meu eu e onde me sinto plena, equilibrada. Perdoem-me se isso me empurra cada vez mais para longe das redes sociais, mas acreditem que estou só a redesenhar o meu caminho e não me esqueço de vocês por mais ausente que possa estar.

DIY #11 - Emmanuelle Chair

Hoje trago-vos até minha casa, sim, faz parte da minha pessoa partilhar aquilo que por aqui vou fazendo. Então partilho convosco uma das minhas últimas aventuras. Quem me conhece de outras andanças sabe que estas coisas fazem parte das minhas grandes paixões.


Foi nos anos 70 que a cadeira Emmanuelle se tornou famosa na europa, devido ao filme erótico do mesmo nome onde esta peça foi um dos itens marcantes.
Não, ainda nem sequer era nascida e também não via filmes eróticos. Mas, quando era miúda lembro-me de ver estas cadeiras num desenho animado onde existiam rainhas de certas culturas que a usavam e isso fez com que me apaixonasse desde cedo por esta peça e sempre as associei a rainhas de tribos, a poder, a independência feminina. Eu sei que pode parecer loucura, mas sempre fez parte do meu imaginário e eu sempre desejei um dia ter uma para mim.
Até que há uns meses procurávamos uma cadeira/cadeirão para incluir na nossa sala e eu falei ao marido sobre este meu desejo. Ele não conhecia o modelo da cadeira e por isso bastou-me uma pesquisa na internet para lhe mostrar a dita. Já vos disse que somos mesmo complementares? Ele adorou, mas disse logo que na cor original é que não.
Procurei numas lojas de móveis/decoração e os preços quase me fizeram desistir. Posso dizer-vos que vi preços entre 300 e 500 euros, coisa impensável para a nossa carteira.
Por isso, sem grande esperança, decidi lançar-me nos sites de vendas em segunda-mão. E que agradável surpresa! Encontrei bastante oferta para todas as carteiras.
Mas, foi nesta que os meus olhos pararam e nem olhámos para trás.
Uma hora de viagem e estávamos frente aquela que seria a "minha nova miúda". Que charme caramba!

Uma passagem de aspirador, umas latas de spray depois, para ser mais concerta, 4 latas de spray preto mate e estava ali a minha cadeira, como nova! Apesar da almofada para o assento que já trazia decidi colocar-lhe um tapete imitação pele de ovelha que tinha aqui guardado e nunca utilizado.


Posso dizer-vos que adoro ler nesta cadeira, mas já foi adotada pelo T. mais novo!

Mais uma voltinha!

Foi ontem que uma amiga me enviou uma mensagem onde me dizia para ir espreitar uns comentários num blog português bastante conhecido. Ela sabia da decisão que eu tomara há uns meses atrás. A decisão de não voltar aquele espaço. Se fui leitora assídua durante uns tempos verdade seja dita que desisti de o fazer quando percebi que o que alimentava aquele espaço era (é) simplesmente uma energia negativa que se tornara pesada e destrutiva até para quem lê. 
Tinha comentado com esta amiga há uns meses atrás que aquele espaço era a imagem perfeita dos podres da sociedade. Afinal os comentários são moderados, mas as faltas de respeito entre leitores (e não só) são aprovadas, coisa que nunca entenderei.
Mas isso agora não interessa nada.

Como ela me enviou o link, fui ler e fiquei super feliz por ver que um "anónimo" me mencionou quando solicitaram Mulheres que inspiram os outros. OBRIGADA de coração! Mas, contem-me lá quem foi? Vá lá, deixa-me o teu nome e sente o meu abraço apertado por veres em mim uma inspiração!
Como deves imaginar depois de tudo o que escrevi mais acima sobre aquele espaço, jamais aceitaria testemunhar sabendo que chegaria a pessoas de energia e comportamentos/linguagem tão negativos.

Mas, depois apareceu um outro "anónimo" cheio de sabedoria, começando pela certeza com que escreve o meu nome. A sério, "Ana Martins"? A sério?! É que ainda por cima está escrito no cabeçalho do blog caramba!
Sendo que o inicio do comentário prometia o que veio a seguir não desiludiu ahahah.


Como devem imaginar, e para quem me conhece bem, sabem que jamais poderia calar-me ao ler aquelas palavras que além de me darem outro nome faziam de mim alguém que eu não sou.
Dei por mim a pensar em tudo o que me apetecia ter dito na cara daquela pessoa e achei por bem também partilhar convosco.

Primeiro deixem-me que vos diga que eu não aceito sequer que digam que me acho fashion, que significa isto?! Afinal as grandes vozes da moda sempre a associaram a liberdade. E enfiar-me em trapinhos para magras?! Quê?! Mas agora eu ando a fazer ginástica para caber em roupa que não é feita para o meu corpo? Ahahah não! Eu apenas uso a roupa que EU gosto, que não agrada a todos e ainda bem!

Com que então eu sou uma inspiração errada visto ser gorda e um atentado à saúde mental e física de quem me aprecia... devemos segundo a pessoa conhecedora da vida, ser inspirados sim, por pessoas que perderam peso, que se tornaram assim magras e que mantêm, independente de se sentir ou não bem, felizes, equilibradas. Segundo esta pessoa, o entrar dentro de um IMC aceitável e manter-se assim (seja qual for o custo) é que deve ser inspirador. Deve ser inspirador aquele que têm uma aparência física dita "normal" e aceitável para a sociedade. Está certinho então...
Outra coisa que me faz muita confusão é a banalidade com que escrevem ou dizem a palavra obesidade. Hoje em dia assim que se cruzam com um gordo a primeira palavra que lhe sai da boca é obesidade, assim como quando lhes aparece à frente alguém naturalmente magro... é anorético. Anda esta sociedade assim tão hipocondríaca?! Ou anda simplesmente cheia de falsas preocupações com o próximo?
Pelas palavras que escreveu deduz automaticamente que eu não tenho uma alimentação adequada, que não faço desporto e que necessito de apoio psicológico (caramba já fui muito mais magra, necessitava MUITO de acompanhamento psicológico e nunca me mandaram a uma consulta, agora que me sinto equilibrada emocionalmente chegam os chicos-espertos a dizerem o que necessito... ahhh estas contradições...) e que valorizo a obesidade. Eh pah! Eu juro que me questionei se aquela pessoa estava a falar de mim, mas depois lembrei-me do nome que escreveu e percebi que a pessoa em questão estava confusa e a necessitar de uns esclarecimentos.

Quem por aqui anda e já me vai conhecendo e acima de tudo sabe que eu defendo uma única coisa, bem-estar, amor-próprio e uma vida FELIZ independentemente do tamanho do corpo. Só quem quer falar de borla, julgar facilmente e procurar denegrir o outro pode resumir-me assim.
Tal como já vos disse, eu sei o quão aquelas bloggers plus size americanas e francesas me ajudaram a dar o primeiro passo para eu amar a pessoa que sou, o quão foi longa a jornada e o que precisei resolver na minha cabeça e no meu coração para poder dar o primeiro passo para sair de casa, para me inscrever num ginásio, para comprar roupa sem andar a chorar pelas lojas. Eu sei o quanto aquelas partilhas delas me ajudaram a renascer e a construir quem realmente sou, por isso sim, eu vou continuar por cá, a partilhar as minhas convicções, as minhas perdas e conquistas, na esperança de ajudar, inspirar muita gente a ser mais FELIZ, mais realizada e a fazer com que a sua própria vida valha a pena.
À pessoa que me indicou como inspiração, a essa, o meu gigante abraço carregado de uma energia que nunca mais será afetada por terceiros. Aquela energia boa que nos faz ser donas da (nossa) vida.

Quando a barriga cresce!

A Ana Santos enviou-me uma mensagem na página do facebook do blog em que me dava uma das noticias que mais gosto de receber, ela está grávida! Ahhh como eu gosto de barriguinhas a crescer. Sim, sou uma miúda que adora grávidas, mães e afins.

Mas, nessa mensagem pedia-me ajuda para encontrar calças jeans, coisa difícil para quem é plus size como nós e ainda para mais na secção da maternidade.
As minhas gravidezes foram feitas com roupa da H&M e da C&A, misturando peças de maternidade (sobretudo os jeans) e roupa da secção plus size e às vezes até da standard quando decidiam desenhar peças mais largas.
Não sabendo como anda essa área neste momento decidi perguntar a algumas grávidas atuais que lojas procuravam quando precisavam comprar alguma roupa para esta fase.
Claro que existiu um ponto em comum entre elas e que vai de encontro aquilo que sempre fiz, não vale a pena investir muito em roupa que só usaremos nesta altura, o melhor mesmo é tentar adaptar peças que depois poderemos usar.

Mas, deixo-vos algumas peças que escolhemos juntas tendo como base a experiência de cada uma delas. Sendo que, os jeans eleitos são os boyfriend da Asos e os de corte direito da C&A!

ASOS - 46.99 €


ASOS - 42.99 €


C&A - 39€ 


E deixo-vos também umas peças que selecionei a pensar na filosofia do adaptar o mais possível. Sei que nesta fase aquilo que mais procuramos é conforto e por isso, adaptem estas peças (que poderão continuar a usar mais tarde), usando umas leggings de boa qualidade:


Ainda sobre a mudança...

(Imagem retirada da internet)

Quando vos anunciei as mudanças que iriam acontecer por aqui percebi que tinha deixado muita coisa por dizer. Hoje com mais calma acho que está mais que na hora de dizer o que realmente sinto, penso.

Quem me conhece de outras andanças sabe que tive dois blogs antes deste, um blog que servia para registar a minha jornada de perda de peso, onde as minhas conquistas e deceções eram partilhadas com algumas pessoas. Até que, emigrei e criei um outro blog onde partilhava a minha mudança, a minha adaptação e toda uma aventura no país das montanhas.

Mas, foi numa conversa com o marido que decidi criar o "A Plus Size Girl Who Loves Fashion", visto eu estar num momento de plenitude e de aceitação/admiração pela pessoa em que me tornei e também sabia que podia ser uma ajuda para quem se cruzasse comigo, confesso que durante muito tempo sonhei em ser a inspiração de alguém, tal como algumas Mulheres foram inspirações para mim durante os meus anos de reconstrução. 
Muito daquilo que partilhava convosco era ligado à moda, talvez o próprio nome escolhido me fizesse sentir obrigada a partilhar apenas determinados assuntos.
Até que, numa conversa comigo própria percebi que estava presa. Que estava mais uma vez dentro de "categorias" e que em nada isso me deixa feliz. Acima de tudo não seria eu. Caramba, eu sou tanta coisa, amo partilhar, não pelo reconhecimento, mas simplesmente porque me enche a alma saber que alguém se sentiu inspirado por determinado detalhe, palavra que eu possa ter partilhado.
Daí ter decidido fazer deste blog, a mesa de café que eu partilharia com as pessoas que me alegrariam os dias se não estivessem longe. Porque sim, é assim que vos considero. Não sou uma pessoa de muitos amigos, sou de poucos, daqueles que eu daria a camisa por eles, mas gosto muito de conversar. De aprender, de partilhar, de rir de coisas fúteis e de me emocionar com as perdas, conquistas de cada um. Sou uma pessoa de sentimentos, que gosta de trapos, de sapatos, de computadores, de Excel, de ser dona de casa, de fazer as contas certinhas para não faltar nada, de viagens... gosto de uma vida vivida e enriquecê-la com partilhas.

Uma das coisas que me faz muita confusão é "pintar" uma vida com as cores que ela não tem. Não venho para a internet vender nada, não quero, não sou assim. Já me despi frente a todos vocês, já vos mostrei as minhas dores, feridas, estrias, celulite. Já vos mostrei o meu sorriso e as minhas lágrimas mais sinceras. Já partilhei convosco as minhas incertezas e o meu orgulho como Mãe. Já vos trouxe até minha casa e até à minha mesa. Não partilho as minhas faturas que o ordenado do marido paga ao final do mês pelo simples facto de que não acrescentaria em nada à inspiração que procuram.
O facto de eu escrever num blog, não faz de mim uma pessoa cheia de segundas intenções (tenho mais que fazer e sou impulsiva demais para isso), não faz de mim uma pessoa calculista e muito menos alguém de fachada.
Sou inteira demais para isso. 

E queria só esclarecer uma coisa. Ser blogger é hoje em dia uma profissão e como qualquer profissão é paga. Eu não sou blogger. Escrevo num blog. Eu sou Mãe, Mulher, Esposa a tempo inteiro. E sou paga com amor. 
Isto, aqui, são só umas conversas que vamos tendo nesta nossa mesa de café que junta quem está longe.
Lembrem-se sempre, eu não sou blogger. Sou a Ana. Só!

Isto de ser Mãe...


Sempre disse aos meus filhos que as notas na escola serão sempre um resultado do trabalho deles, haverão as melhores e outras menos boas. Haverão dias em que correrá melhor e outros nem por isso. Mas, é algo natural. Somos todos humanos e poderá acontecer.

Em relação ao comportamento a história é outra, sempre exigi que fosse exemplar. Não que apaguem a sua personalidade e muito menos que sejam todos iguais, mas acima de tudo respeito por eles e pelos outros será a nossa base.

Ensinei-lhes desde muito cedo que gritar não é maneira de comunicar exceto quando algo de grave acontece e precisam de ajuda. Serve de pedido de ajuda, de alerta, nunca para algo normal.
Foi na quinta-feira que saí de casa assustada por ouvir gritos na rua depois do autocarro chegar. Tenho a dizer-vos que vivemos numa zona isolada e qualquer barulho é sinal de alerta mesmo estando em casa. Fui ao encontro deles e perguntei-lhes quem tinha gritado daquela maneira. Foram sinceros mesmo tendo a noção que já estavam metidos numa alhada. Assumiram que foram eles. Perguntei-lhes o porquê de o terem feito. Como é óbvio não souberam explicar.
Foi então que pela primeira vez na minha vida tive que os castigar. Castigo a sério. Não daqueles que lhes dizemos que se vão acalmar no quarto. Não, nada disso. Castigo daqueles que lhes dói até a alma por lhes retirar algo que gostam.
Aqui em casa os videojogos, os telemóveis e informática no geral não faz parte da educação dos meus filhos. Quando precisam de algo da internet eu ajudo, mas nunca sozinhos. Faz parte da educação que lhes quero dar e não é certo nem errado, é a nossa.
Por isso os castigos nunca poderão passar por aí. Proibi-los de irem brincar lá para fora também não o posso fazer porque está a chover. Restava-me o futebol. Caramba. O futebol! Até eu senti um aperto no estômago ao dizer em voz alta "estão proibidos de ir aos treinos de futebol".
O mundo deles parecia que tinha desabado. Choravam como se tivessem sofrido o maior desgosto da vida deles, em silêncio soluçavam e eu, eu senti uma enorme vontade de chorar. Senti-me invadida por uma quantidade de questões que nunca pensei ser possível naquele momento. Estaria eu a exagerar? A ser justa? Caramba que isto de ser Mãe não é fácil, nada mesmo.

As nossas conversas resumiram-se a uma mínima troca de palavras, afinal queria que percebessem que eu estava magoada, assustada e sobretudo desiludida por não terem cumprido com o nosso "pacto" sobre os gritos.
Hoje voltaram aos jogos. 

De manhã fui acordá-los, não sabiam que o castigo seria levantado hoje. Abriram os olhos. Perguntei-lhes se entenderam bem o porquê daquele castigo. Baixaram a cabeça e explicaram. Disse-lhes para se vestirem que iriam hoje aos jogos. Olharam para mim e disseram "Obrigado por seres nossa Mãe".

Caramba! Hoje fizeram-me chorar no duche, enquanto eu me enchia de certeza que vale muito a pena ser Mãe destes três putos.
Como pode ser um castigo tão difícil para aquele que recebe, mas também para quem o dá?!
Às Mães que por aqui andam digam-me que não estou sozinha nesta aprendizagem!

Mud a(va)nça...


Sei que há quem me ache muito desligada, sei que há quem entenda e sei que há quem veja o blog como algo que eu deveria actualizar constantemente.

Mas, mais uma vez vou ser honesta convosco. Ao criar este blog pensei mesmo levá-lo apenas para uma vertente fashion, com o objectivo de vos dar ideias, levar-vos até marcas que até então vos seriam desconhecidas. Mas, com o tempo percebi que este não é o meu mundo, pelo menos não o define por inteiro. Percebi que este mundo é tudo desenhado, calculado e sempre cheio de objectivos por trás. Existem sempre "trocas", obrigações que eu nunca procurei nem quero ter.
Percebi que a necessidade de "vender" um "mundo cor-de-rosa" não é de todo compatível com a pessoa que eu sou.
Dei por mim vezes sem conta com vontade de partilhar coisas da vida, seja de Mãe, de Mulher, de dona de casa e parei a cada vez por achar que não se adequava com as minhas leitoras, com o meu blog. Mas, caramba, onde é que EU me perdi? Eu que sempre disse, escrevi aquilo que me apeteceu estava agora a por filtros no meu espaço.
E talvez por isso, me tenha cansado. Talvez por isso tenha posto uma grande pressão nos ombros para escrever "as coisas certas", no tempo "certo" no blog.
O não "poder" ser eu sem filtros cansou-me e por isso também me afastei deste espaço, o que acho hoje em dia ridículo, pois este é o MEU espaço. Sou eu! Eu, a Ana, a Mãe, a Mulher, cheia de dúvidas existenciais, cheia de garra para levar as minhas escolhas e força para assumir as consequências.

Hoje, o blog marca uma grande virada. Hoje passa a ser o "A Plus Size Girl Who Loves Fashion Life".
Deixa de ser aquele blog de moda da miúda plus size. Hoje recomeça, comigo, sem filtros, sobre uma vida de Mulher, Mãe.
Espero que não se importem, espero que continuem por aí para partilharmos experiências, para sermos aquelas confidentes que estão longe, mas que "se ouvem" quando precisam.
Claro que a moda continuará, afinal também faz parte de mim. Mas virá a casa, a decoração, os projectos DIY, a cozinha, as festas... já viram que o Natal está mesmo mesmo à porta?

Um beijinho e até já!

Portugal Curvy #6 - Little Black Dress


Tal como já é hábito a dia 1 de cada mês partilho convosco um tema para o movimento Portugal Curvy que criei e onde inclui mais umas bloggers portuguesas para vos propor várias inspirações dependendo do estilo de cada uma de nós.
E tal como no desafio anterior, este mês dei continuidade à pequena alteração que tinha surgido, em vez de ser eu a enviar o tema mensal convidei uma participante a lançar o desafio.
E este mês a Carolina
 foi quem nos desafiou a criar um outfit não com base num tema, mas sim numa peça que é quase obrigatória nos nossos guarda-roupa, o "little black dress" independentemente do corte ou estilo do mesmo.
Acho que é neste momento um dos temas que mais me agrada, como já desabafei na página do facebook do blog em alguns posts, neste momento não é só na decoração que me sinto inspirada por linhas mais simples, mais sóbrias e sobretudo pela conjugação preto/branco.
No meu armário existem alguns "little black dress" mais sensuais, mais curtos e outros extremamente compridos e com decotes trabalhados ou transparentes. Mas, desta vez não quis ir pelo óbvio, quis pegar neste meu vestido preto de corte direito e uns dos básicos dos dias descomplicados.
Peguei nele num domingo em que decidimos ir andar sem destino, como a máquina anda sempre atrás de nós disse ao marido que aproveitaríamos para fotografar o look. Nunca comprei um choker porque achava que este tipo de colar não me iria bem, mas foi na caixinha das minhas fitas que mudei de ideias. Usei uma fita de algodão que tinha recebido numa encomenda e criei assim o meu colar. 
Uma camisa de ganga na cintura para o caso de o tempo arrefecer e que dá sempre um ar moderno a uma base tão simples. Para calçar, nada melhor que os meus ténis favoritos do momento graças aos apontamentos cobre que são tão atuais.
Um lápis preto foi a única maquilhagem que usei para acentuar ainda mais este look descontraído com ar misterioso.
Como já vos disse anteriormente, é óbvio que jamais vos deixaria de fora e por isso gostava que me mostrassem a vossa ideia de outfit com um "little black dress". Para isso, basta que me enviem a vossa participação, seja por email ou até mesmo por mensagem privada na página Facebook do blog. 
Não hesitem também em partilhar nas redes sociais utilizando a hashtag #PortugalCurvy! Conto convosco!

Se ainda não o fizeram, não se esqueçam também de visitar as participantes do projeto Portugal Curvy, tenho a certeza que inspiração não vos faltará!

***

Si vous ne l’avez pas encore fait, n’oubliez pas de jeter un coup d’œil aux autres participantes du projet Portugal Curvy, je suis sûre que vous ne manquerez pas d’inspiration!
















Vestido/ Robe: H&M
Ténis/ Baskets: C&A
Camisa/Chemise: H&M
Choker: DIY
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