Sempre a mesma merda.


Hoje não partilho fotos, partilho convosco uma música que descobri por acaso ao ativar uma playlist do youtube.
Mas, não é só isso que quero partilhar convosco. Hoje tenho necessidade em escrever. Dizer-vos que aquilo que vou lendo me anda a rasgar as entranhas e me faz desacreditar nesta sociedade, mas também me empurra até à parede das dúvidas. Aquela parede onde me encosto cada vez que a pergunta "valerá a pena?" me assombra. É que por muito que eu queira tocar cada um de vós sobre o respeito de cada um vejo que até entendem a minha mensagem, mas depois deparo-me com comentários tão feios, tão ofensivos a outros formatos de corpo que a confusão instala-se na minha cabeça.
Acreditem que eu nunca serei a gorda que fala mal da magra, nunca serei aquela que irá chamar baleia a uma gorda nem aquela que chamará escanzelada a uma magra. Não serei a que chamará monte de banhas nem a que chamará saco de ossos. Não sou nem nunca serei. 
E sabem porquê? Porque sei a dor que se carrega quando somos alvo. Porque sei o quanto as palavras podem cortar e destruir alguém que como todos nós merece viver a vida plenamente.
Sei acima de tudo que somos todos diferentes e que respeito é a minha palavra de ordem. Sei acima de tudo que nenhum de nós será mais valioso por rebaixar os outros pois a riqueza vem do oposto, vem do aceitar e respeitar quem achamos ser diferente. Já vos disse vezes sem conta que a riqueza está na diferença, está em cada um de nós. Acreditem!
Acham mesmo que se amanhã acordassem com todos os detalhes do vosso corpo como querem seriam mais felizes? ENGANAM-SE! A vossa vida continuaria igual! O trabalho e o patrão que detestam, mas que continuam a ter por dinheiro estaria lá à vossa espera na mesma. As dividas que vos podem tirar o sono também lá estarão e a maldade que cometeram ontem continuaria a definir o vosso coração.
Por isso, caras amigas parem de se achar melhores porque as mamas são maiores ou as pernas mais magras. Parem porque isso não vos levará a lado nenhum e só mostrará uma coisa, o quão fúteis e frágeis vocês são para quererem minimizar quem está à vossa frente.


Foda-se! Aceitem quem são e lembrem-se que são bem mais que um corpo e que os outros não têm de ser antibiótico para as vossas feridas!
Parem com comparações e pensem em melhorar a vossa vida para que no dia-a-dia o corpo, as escolhas, a vida dos outros não seja tema da vossa conversa.

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