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Um dia disseram-me que eu não tinha corpo para usar biquínis... e eu não usei.
Um dia disseram-me que eu não tinha corpo para usar calções... e eu não usei.
Um dia disseram-me que eu não tinha corpo para usar vestidos ou saias curtas... e eu não usei.
Um dia disseram-me que eu não tinha corpo para usar roupa branca... e eu não usei.
Um dia disseram-me que eu devia ter vergonha do meu corpo... e eu tive.
E fechei-me entre quatro paredes.

***
Un jour on m'a dit que je n'avais pas un corps pour porter des bikinis... et je ne l'ai pas fait.
Un jour on m'a dit que je n'avais pas un corps pour porter des shorts... et je ne l'ai pas fait.
Un jour on m'a dit que je n'avais pas un corps pour porter des robes ou jupes courtes...et je ne l'ai pas fait.
Un jour on m'a dit que je n'avais pas un corps pour porter des vêtements blancs... et je ne l'ai pas fait.
Un jour on m'a dit que je devrais avoir honte de mon corps... et j'ai eu.
Et je me suis enfermée entre quatre murs.


Um dia EU disse BASTA!
Um dia EU disse que o MEU corpo era a única coisa realmente minha.

Um dia EU percebi que só quando eu respeitasse o meu corpo ele iria acompanhar-me nas minhas decisões e não o contrário.
Um dia EU disse que mais ninguém teria o direito de lhe apontar o dedo nem comentar acerca daquilo que é realmente e só apenas MEU.
Um dia EU disse que eu viveria a minha vida como eu bem entendesse e que mandaria à merda quem me tentasse fechar novamente.
Um dia EU tomei a decisão de ser feliz.
Um dia EU decidi criar um blog para que quem o lesse sentisse acima de tudo que é possível respeitar um corpo que nos ensinaram a esconder, a ter vergonha.
Um dia EU disse que NUNCA mais alguém meteria a minha vida entre parêntesis graças ao seu preconceito.

Não, os comentários de gente ignorante já não me incomodam, mas dói sim, dói saber que gente retardada anda por aí a destruir vidas livres de crianças como a que eu fui!

Hoje sou leve, livre e muito forte. Não deixem que alguém vos faça sentir o contrário!

***

Un jour J’AI dit STOP!
Un jour J’AI dit que MON corps c’est la seule chose qui est réellement à moi.
Un jour J’AI compris que mon corps ne m’accompagnerai dans mes choix que quand je le respecterai et pas le contraire.
Un jour J’AI décidé que personne n’aurait le droit de pointer du doigt mon corps ni faire des commentaires à propos de ce qui est tout simplement qu’a MOI.
Un jour J’AI décidé que je vivrai ma vie comme bien je l’entends et je ferai un doigt d’honneur à tous ceux qui essaierai de m’enfermer à nouveau.
Un jour J’AI décidé d’être heureuse.
Un jour j’ai décidé de créer un blog pour que toutes celles qui le lisent sentent surtout qu’il est possible de respecter un corps qu’on nous a appris à cacher et à en avoir honte.
Un jour J’AI décidé que plus JAMAIS quelqu’un mettrai ma vie entre parenthèses dû à leurs préjugés.

Non, les commentaires des gens ignorants ne m’affectent plus, mais oui ça fait mal, ça fait mal de savoir que ces retardés continuent à détruire la liberté des enfants, comme moi, aux corps « différents » de ce qu’ils jugent acceptables.

Aujourd’hui je suis légère, libre et très forte. Ne laissez pas quelqu’un vous faire sentir le contraire !

16 comentários:

  1. Caramba... Este texto é poderoso, é forte, mexe comigo. Um dia EU escolhi ser EU,e desde então sou feliz.

    Beijinho grande meu amor
    www.blogasbolinhasamarelas.blogspot.pt

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    1. É exactamente isso! A felicidade passa por assumir e amar quem somos. Só assim seremos o melhor de nós, com a paz que nos faz feliz!

      Um enorme beijinho minha querida!

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  2. Dizeres basta foi a melhor decisão que podias ter tomado! És linda, por dentro e por fora. Quem retira isso a uma criança é um autêntico monstro.

    Jiji

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    1. Infelizmente ainda andam por aí muitos monstros escondidos atrás de "boas intenções" mascaradas.
      Que todos nós possamos dizer basta aquilo que nos vai roendo a alma.
      Um enorme beijinho querida Joana.

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  3. Um exemplo, pena haver ainda tanto preconceito em relação à imagem de pessoas com excesso de peso :(

    Um dia estava eu a almoçar com um amigo, ele estava virado para a televisão, e estava a dar um programa qualquer em que estava um homem mais forte a dançar.
    O meu amigo virou-se para mim e disse: Olha aquele gordo a dançar! e eu respondi: Porquê os gordos não podem dançar? Olha bem para quem tens à tua frente!

    Ao que ele respondeu, mas tu não és gorda, és um bocadinho mais cheia, mas não és gorda, eu pelo menos não te vejo como gorda!

    conclusão: ele, habituado a conviver comigo quase todos os dias, gosta de mim pelo que sou e não pela minha aparência. Mas se o encontro fosse casual se calhar a minha aparência contava mais do que a minha companhia.

    bjs
    Partilhas

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    1. Sabes, eu não acredito nesse preconceito disfarçado, como lhe chamo. Quem faz a diferença entre gordos porque é ou não amigo é preconceituoso ponto.
      Ver um gordo dançar criou nele espanto porquê?! Não é um corpo constituído pelos mesmos membros, órgãos que os outros corpos? É! Mas lá está, é visto como inferior, incapaz na cabeça do teu amigo e por isso ao confrontá-lo com aquela imagem de igualdade ele sentiu-se surpreso.
      Infelizmente essa mentalidade ainda anda por aí à solta e SÓ no dia em que as pessoas perceberem que SOMOS IGUAIS, que temos as mesmas capacidades e que tudo é possível independentemente do tamanho do corpo, só aí poderá existir respeito e não a procura incessante de alguns em minimizar os outros porque são APENAS diferentes.

      O vocabulário das pessoas para definir a diferença diz muito sobre elas mesmas.

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  4. E eu aplaudo de pé essa postura de vida!!! :)

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    1. Que um dia estejamos todos de pé. Seria tão maravilhoso aplaudirmos cada um de nós, não seria?

      Um grande beijinho

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  5. Adoro, adoro, adoro!!! Obrigada por existires e te fazeres ouvir!!

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    1. Minha querida <3
      Obrigada eu! Obrigada eu, por vocês terem ficado por aqui. Por me empurrarem para a frente todos os dias mesmo sem saberem!
      Um gigante abraço!

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  6. Já há algum tempo que acompanho o blog, mas nunca comentei um pouco por não saber bem o que dizer. No entanto hoje quero dizer-te que ADORO....adoro os posts, adoro os looks, adoro as fotos de tua casa, adoro a maneira como escreves . Verdadeiramente inspirador em todos os sentidos. Também luto com o peso há vários anos e neste momento estou quase no peso que acho que é o ideal para mim ( não o que as pessoas acham ser o ideal).
    Muitos parabéns por seres como és.
    Um beijinho deste lado do Atlântico ;)

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    1. Se tu soubesses o quanto isto me emociona <3
      Nunca hesites em dizer o que pensas, o que sentes. Não pelos números do blog, nada disso! Mas sim pelos sentimentos bons que me fazem sentir. Nem imaginam o que significa para mim, vinda de onde venho, ler palavras como "inspirador". Juro que é das coisas na vida que vale mais a pena!
      Obrigada de coração e um abraço apertadinho.

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  7. Oi Ana, já te disse pelo fb o quanto agradeço a partilha dessa tua maneira de viver, és de facto inspiradora, um exemplo sem dúvida...ler-te faz-me tão bem...e este post é daqueles que no tocam mesmo...obrigada mais uma vez...
    Infelizmente o que mais há por ai é gente ignorante que nos olham com ar superior só porque têm uns Kg a menos que nós, quando nós temos tão mais cérebro...e pior quando educam crianças cheias de preconceito para com tudo o que é diferente delas(ou não)...eu sofri na minha infância porque sempre fui a mais gorda da minha rua, da minha turma...mas doer mesmo doeu quando o meu filho foi para a primária, (também ele gordinho) e voltava para casa triste porque havia um menino que não o deixava brincar porque dizia que ele era gordo...ironicamente a mãe desse menino também é gorda...e tantos outros que o chamavam por gordo e não pelo nome, eu mãe leoa sempre que estava ali à espera dele e ouvia, chamava logo a criança e perguntava-lhe se não sabia o nome dele, se não sabia perguntasse porque ele tem nome e muito fácil de dizer...e pior um dia entro numa loja e uma "senhora" que estava lá dentro, que era minha conhecida, vira-se para a criança e diz " adeus ò barrigudo...", posso dizer que até hoje a dita cuja não me fala(não que eu quisesse) depois da resposta que lhe dei...mas ainda armada em vitima foi fazer queixas à minha irmã que eu devia pensar que estava rica...enfim, temos uma sociedade muito mal formada, pessoas que não reconhecem os seus próprios defeitos mas estão sempre prontas a apontar aquilo que acham que é defeito nos outros...e no meio disto tudo descobrir o teu blog, as tuas palavras é uma lufada de ar fresco...
    Desculpa o "testamento"...beijinhos.

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    1. Nunca digas "desculpa" por desabafares aqui! Nunca mesmo. É desta partilha que eu enriqueço o meu coração. Espero mesmo que as mentalidades mudem, se mudassem todas seria a perfeição mas como eu não acredito em mundos perfeitos sei que existirão sempre almas preconceituosas e que procurarão superioridade ao minimizar os outros.
      Mas olha, que nós possamos fazer a nossa parte para que pelo menos a geração dos nossos filhos seja mais tolerante e perceba que a riqueza do ser humano está na diversidade e no respeito.
      Grande beijinho querida Dora <3

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  8. Eu também sou gordinha e não tenho qualquer problema de auto-estima nem complexos, uso branco, calças com flores, camisolas com flores e cor muit cor e sou feliz com a minha imagem!!!

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    1. E isso é que é essencial. Aceitar quem somos e ter estima por si e pelo seu corpo. ;)

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